domingo, 27 de dezembro de 2015

Então, é Natal!

Postado por Mãe do André às 11:06 0 comentários
Mais uma vez, peço licença para publicar uma carta fora de ordem, para o tema ficar mais de acordo com a época do ano ;)

É o seu primeiro Natal fora de mim, filho. E eu fiquei tão reflexiva. Eu amo essa data. Você vai aprender que é quase impossível ficar indiferente às festas de fim de ano. Ou você ama ou você odeia esta época. Eu amo. Adoro a desculpa para fazer uma grande farra em família, o esforço que as pessoas fazem para estarem juntas, o capricho com a comida, as luzes e as cores do Natal. Também sou cristã e vejo como ainda precisamos de uma data (ainda que aleatória) para pensarmos nos ensinamentos de Jesus e nos valores do que realmente importa. Mas eu entendo totalmente quem acha tudo uma grande hipocrisia comercial, fonte de estresse e aborrecimento. Isso tudo também é verdade. Natal também pode ser assim. 

domingo, 20 de dezembro de 2015

O meu pós-parto

Postado por Mãe do André às 23:35 0 comentários
Nós dois,  menos de 24h após seu nascimento
Está aí uma carta que enrolei para escrever, filho. Sinceramente, eu fiquei me perguntando se valia mesmo a pena registrar essa que, para mim, foi a pior parte da sua chegada. A Natureza é sábia, filho. Acho que as mulheres não se esquecessem desse período à toa. Às vezes acho que estou desafiando a própria sorte ao fazer esses registros, rs. Mas fiquei olhando as várias anotações que fiz no meu pós-parto e pensando que o fato de uma experiência ter um lado ruim não impede que ela seja maravilhosa, não é mesmo? E eu prometi sinceridade. Então vamos lá!

domingo, 13 de dezembro de 2015

A delícia dos últimos dois meses (e quando o ruim pode ser bom)

Postado por Mãe do André às 10:42 0 comentários
Caramba, filho. Você já completou quatro meses. E eu sequer consegui escrever a cartinha do seu terceiro mês de vida! Tanta coisa aconteceu! Você se desenvolve a olhos vistos e está ficando cada dia mais fofo. Engraçado. As cólicas sumiram e me garantiram que tudo seria mais fácil. Não foi. Foi bem mais difícil. Beeeeem mais difícil. Mas foi muito, muito mais gostoso.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Dia de vacina

Postado por Mãe do André às 22:26 0 comentários
Pensa em uma tortura na vida de uma mãe. É o dia de vacinar você, filho. Sabe, filho, eu sei que a agulhada é em você. É você que tem as reações. Mas, às vezes, eu tenho certeza que a vacina dói mais em mim! Sério! Eu ainda não me conformo que pleno século XXI a gente ainda não tenha criado uma alternativa para tantas agulhadas doloridas e efeitos colaterais. 

domingo, 29 de novembro de 2015

O nosso lado bicho

Postado por Mãe do André às 00:00 1 comentários
Sabe, filho, eu sempre defendi que todos nós temos um lado bicho que não podemos negar e do qual não podemos fugir. Ou pelo menos não deveríamos tentar fugir. Claro que não somos somente instinto, hormônios e fisiologia, mas é ingenuidade não acreditar nessa influência. E se eu já tinha essa certeza antes, a gravidez e a sua chegada se tornaram provas irrefutáveis desse nosso pedaço animal. E do quanto abraçá-lo pode ser o máximo!

domingo, 22 de novembro de 2015

Uma mãe mais ou menos

Postado por Mãe do André às 00:00 0 comentários
Cada uma que mamãe faz...
(como deixar o protetor de seio na foto!)
Pode ser porque eu me cobro demais. Pode ser só um medo. Mas eu sinto que, muitas vezes, você tem uma mãe bem meia-boca, meu filho. Sei que muitas mães se sentem assim. E sei também que 90% das pessoas para quem eu confessar esse sentimento vão dizer que é bobagem. Não, não é. Você muitas vezes precisa lidar com uma mãe bem mais ou menos, filho. Mas eu acho que faz parte. É assim mesmo.

domingo, 15 de novembro de 2015

O dia em que eu saí do trabalho

Postado por Mãe do André às 08:12 0 comentários
É, filho, aconteceu. Esse dia chegou. Minha licença-maternidade chegou ao fim e eu não voltei para a redação. Poucas vezes na vida tive tanta certeza de uma decisão. E, mesmo assim, foi uma das coisas mais difíceis que eu já fiz.

sábado, 7 de novembro de 2015

Ainda sobre nossa jornada com a amamentação

Postado por Mãe do André às 21:00 0 comentários
Bom dia, meu filho. Na última carta eu escrevi sobre os seus primeiros quatro dias de vida e como eles foram intensos no que diz respeito ao nosso aprendizado sobre a amamentação. Sim, todas as aquelas páginas contam a história de apenas 4 dias. Nossa jornada estava apenas começando e muita água ainda iria rolar por baixo dessa ponte. E é isso que eu quero contar para você agora.

domingo, 1 de novembro de 2015

Nossa jornada com a amamentação

Postado por Mãe do André às 10:22 0 comentários
ATENÇÃO, LEITORES: ESTA É UMA CARTA GRANDE! MAS COMO O ASSUNTO MERECE E AMANHÃ É FERIADO, PUBLICO MESMO ASSIM! ;)

Jornada. Essa é a melhor definição de tudo o que a gente já passou até agora, né, filho? Eu queria ter registrado tudo isso logo nos primeiros dias porque, com certeza, já não me lembro mais de todos os detalhes (mesmo tendo feito algumas anotações ao longo dos meses). Seu ritmo, frequência e tempo de mamada já mudaram tantas vezes que nem parece ser a mesma pessoa. Acho que se eu tivesse mais de um filho iria jurar que tudo isso não aconteceu só com você. Foi difícil, filho. Mas estamos conseguindo.

domingo, 25 de outubro de 2015

A mãe que eu quero ser (e as contradições da maternidade)

Postado por Mãe do André às 04:30 0 comentários

Não, filho, eu ainda não sei que tipo de mãe eu quero ser para você. Tirando os adjetivos óbvios que eu gostaria de ter (amorosa, justa, presente, paciente, firme, etc.), eu ainda não sei como vai ser a nossa relação. Você ainda nem completou 3 meses, sei que é cedo para tal definição. Mas é que eu me peguei refletindo como já estou completamente tomada pelas contradições da maternidade. E como mãe, no fundo, é mesmo tudo igual! 

domingo, 18 de outubro de 2015

Cada dia mais apaixonada - e você está crescendo!

Postado por Mãe do André às 04:30 1 comentários
Bom dia, meu filho! Lembra quando escrevi falando que aquela paixão que as mães têm pelos filhos demorou a chegar na mamãe? Bem, se eu deixei você de alguma forma preocupado com aquelas palavras, pode relaxar completamente. Posso ter "pego no tranco" mas, filho, definitivamente soube recuperar o tempo perdido - e elevado ao cubo! Estou cada dia mais apaixonada por você. Tanto que chega a doer perceber o quanto você já cresceu! É fato: sua fase de recém-nascido já passou!!!!

domingo, 11 de outubro de 2015

O nosso blog

Postado por Mãe do André às 04:00 0 comentários
Bom dia, meu filho, tudo bem? Há algum tempo eu tenho pensado em como está bacana a relação da mamãe com o blog que ela criou para você, para registrar as nossas conversas. Para quem estava com tanto medo de se expor online, eu jamais imaginei me divertir e me empolgar tanto com um simples site na internet. E nem é por causa da repercussão ou pela troca com os leitores (pois raramente tenho algum retorno nesse sentido). É por minha causa mesmo! Eu explico.

domingo, 4 de outubro de 2015

Dois meses e o fim da solidão

Postado por Mãe do André às 04:00 0 comentários
Essa é uma carta para registrar seu segundo mesversário e tudo o que veio com ele. Algumas mães fazem bolo e cantam parabéns. Outras fazem festinhas que parecem coisa de profissional. E há aquelas que fazem books fotográficos. Eu faço o que sei, filho: escrevo.

domingo, 27 de setembro de 2015

Algumas verdades sobre o amor incondicional

Postado por Mãe do André às 07:00 0 comentários
Foi aos poucos que esse olhar expressivo me conquistou
Sabe, filho, todo mundo sempre fala sobre o amor incondicional que os pais têm pelos filhos. Sobre como uma mãe (ou um pai) é capaz de fazer qualquer coisa pelas crias. Sempre ouvi falar que eu me sentiria como uma adolescente apaixonada no instante em que visse você na maternidade. Que eu não conseguiria parar de olhar você, admirar seu corpinho e pensar em você. E como eu passaria horas babando você no berço e pensando como minha vida pôde ter sentido antes de você chegar e como um serzinho tão pequeno se transformou na razão da minha existência.

Posso ser sincera? Não foi bem assim, não!

domingo, 20 de setembro de 2015

Frases da maternidade

Postado por Mãe do André às 07:00 0 comentários

Isso é muito engraçado, mamãe!
Nesses 30 dias, filho, mamãe ouviu muitas frases, no mínimo, interessantes sobre a maternidade. Na verdade começou antes, ainda na gravidez, e foi apenas se intensificando nos últimos dias.

Algumas são muito engraçadas, outras inusitadas, mas são todas verdadeiras. E quase todas valem a pena serem lembradas.  Por isso, resolvi registrar um pouco de tudo aquilo que ouvi e estou aqui para dividir as minhas preferidas com você:

domingo, 13 de setembro de 2015

Nossos primeiros 30 dias

Postado por Mãe do André às 07:00 0 comentários

Um mês, meu filho!!! Hoje você completa um mês de vida, 30 dias junto de nós! Você sobreviveu a mim! E eu sobrevivi a você, rs. Sim, porque vamos ser sinceros, né, filhote? Foram os 30 dias mais intensos e difíceis da minha vida. E eu posso garantir que também não foram fáceis para você.

domingo, 6 de setembro de 2015

A rotina com um recém-nascido

Postado por Mãe do André às 08:00 0 comentários
Descabelada, cansada e feliz
No silêncio da noite, um choro. Olho no celular: quase 2 horas da última mamada. Sento na cama. Acendo a luz. Bebo água. Amarro o cabelo. Seu pai também levanta. Enquanto ele pega você no colo e troca a sua fralda, eu sigo para o banheiro. Faço xixi. Troco o absorvente pós-parto. Lavo o rosto. Massageio o seio. Tiro o excesso de leite. Você chora alto. 

domingo, 30 de agosto de 2015

Uma carta para o papai

Postado por Mãe do André às 07:30 1 comentários

O que vale é a intenção, né? Ainda é o mês dos pais, então segue minha homenagem atrasada para o pai do André! :)

Filho, posso pedir licença para ocupar esse espacinho seu para falar com seu pai? É que amanhã é o dia dele e ele merece. Pode ser? Obrigada!


Meu amor,

Amanhã é o seu primeiro Dia dos Pais. E é engraçado, eu estou tão feliz! Dificilmente eu vou conseguir colocar essa carta no ar a tempo, mas, mesmo atrasada, eu queria registrar publicamente minha gratidão a você (e sempre existe a possibilidade de eu apenas ler estas palavras amanhã)

domingo, 23 de agosto de 2015

O seu parto

Postado por Mãe do André às 06:30 2 comentários
Você chegou, filho! Finalmente está nos meus braços e eu quero registrar esse momento enquanto os detalhes ainda estão frescos na minha cabeça. Não, não foi como eu imaginei. Foi a maternidade mais uma vez me ensinando que não terei mais controle sobre a vida. Eu, que sempre defendi com unhas e dentes um parto normal e, de preferência, natural, que me preparei e investi nisso, não só terminei em uma cesária, como acabei fazendo uma cesária eletiva, marcada por conta da agenda do médico. Mesmo assim, tenho certeza que foi o melhor para nós dois dentro das condições que a gente tinha. E eu explico o porquê.


domingo, 16 de agosto de 2015

Menos de 24 horas para te ver

Postado por Mãe do André às 08:00 0 comentários
É, filho, nossa jornada em um só corpo chegou ao fim. Em menos de 24 horas vamos nos ver olho no olho e eu vou poder tocar você, sentir seu cheiro e ouvir sua voz. Não, não vai ser do jeito que eu imaginava. Tudo saiu um pouco dos eixos. Eu eu tive que tomar a triste decisão de, depois de tudo o que li, pesquisei e aprendi, depois de toda preparação e planejamento, marcar uma cesária eletiva. E em boa parte por causa da agenda do médico.

Noites malucas e a ansiedade de todos

Postado por Mãe do André às 07:30 0 comentários
Ei, filho. Olha eu aqui de novo em plena madrugada escrevendo para você. Hoje disse a mim mesma que não faria isso e me obriguei a ficar quietinha na cama lendo. Disse que faria isso até dormir, mas depois de 2 horas, nada. As noites andam meio malucas, mas acho que isso é mais sabedoria da mãe natureza do que sintoma da crise de ansiedade coletiva que você anda causando por aí.

domingo, 9 de agosto de 2015

Seu pai não ajuda

Postado por Mãe do André às 07:00 2 comentários
Obs aos leitores: Desde que comecei a escrever essa carta, vi vários textos muito parecidos na internet, sobre o mesmo tema. Juro que não estava tentando imitar ninguém, rs. O assunto pode não ser original, mas a experiência de cada um é sempre única. Por isso, decidi publicar minha versão mesmo assim. :)

Filho, essa é uma carta feita a prestação. Tentei gravar alguns áudios ainda na gravidez para não perder a ideia. Quando você tinha menos de um mês de vida, fiz uma nova tentativa inacabada. E tento fazer a versão final agora, quando você já completou dois meses. Espero que esse “recorta e cola” faça algum sentido. Essa carta é para falar sobre uma irritação minha e sobre como a sociedade em que você nasceu pode ser estranha e contraditória. A contradição existe em muitos aspectos, mas eu quero falar especificamente do modo como ela trata seu pai (os homens) quando o assunto é família – ou seja, como vai tratar você. Quando as pessoas viam seu pai participativo na gravidez (cuidando de mim e de você, participando de exames, lendo blogs e livros sobre maternidade e parto) e quando veem ele trocando fralda ou ninando você, elas sempre fazem um comentário que me irrita muito:

"Ah, Renata, você tem sorte porque o Vítor ajuda você, né?”

Bem, filho, essa frase me irrita porque temos nela dois grandes erros. Não, eu não tenho sorte. E não, seu pai não me ajuda. Tenho certeza absoluta que o seu pai não é o tipo que ajuda.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O fim de semana em que me despedi da barriga

Postado por Mãe do André às 23:57 0 comentários
Ei, filho! Como você está aí dentro hoje? Essa semana foi marcante. Parece que, finalmente, me dei conta que sua estadia dentro de mim está acabando e, pela primeira vez, não estou agitada com isso. Estou tranquila. Eu até me peguei me despedindo da barriga...

Desde a 36ª semana, quase todo dia ouvia um comentário do tipo “Esse bebê não vai vir logo, não?” ou “Está chegando a hora!”, “Sonhei que ele nascia hoje', “Vem logo, André” ou “Será que passa dessa semana? Olha o formato da sua barriga!”. Minha reação a esses comentários variava entre o pânico e o desespero. “Não!!!” - gritava internamente por trás do sorriso - “ele não pode vir agora, Deus me livre!”. Entenda, filho, não é que eu não quisesse você comigo, mas eu ainda tinha tanta coisa para fazer antes de você chegar. Uma lista enorme de “quero” e “preciso” fazer que me provocava taquicardia cada vez que eu pensava na sua chegada antes dessas coisas estarem prontas. Entrei de licença achando que resolveria tudo em uma semana, mas que ilusão! O barrigão pesa, o cansaço chega nas pequenas coisas e o ritmo lento era obrigatório, o que só aumentava a minha ansiedade.

Mas você não veio, apesar de todos os sonhos, previsões e sintomas. E eu, internamente, pedindo só mais um dia, e mais um, e outro ainda. Às vezes eu achava até sacanagem com você fazer tantas exigências. Mas, aos poucos, as pendências foram sendo resolvidas e eu comecei a relaxar. No fim de semana passado (hoje é uma sexta-feira), eu e seu pai tiramos o sábado para descansar  – fazer nada mesmo! - e namorar. No domingo, tive uma crise de organização. Acordei cedo para arrumar a casa e continuei a tarefa sozinha até depois da meia-noite. Vitória!! Tudo da lista de necessidades estava pronto! E muitos itens da lista de vontades também! Não seria mais um problema se você nascesse agora.

E eu realmente achei que isso estava para acontecer. Deu para perceber que algo mudou no meu corpo. As contrações de treinamento ficaram mais fortes, mais frequentes e mais demoradas. No domingo à noite eu cheguei até a pensar que poderia estar na fase latente do trabalho de parto (que pode durar alguns dias). Mas deve ter sido apenas o esforço extra. Foi só eu baixar o aplicativo para contar as contrações que tudo se acalmou. E desde terça-feira foi uma calmaria só (sua bisavó jura que esse é o maior sinal de que você está chegando).

Aquele domingo agitado me ajudou a perceber o óbvio: você pode chegar a qualquer momento! Amanhã eu posso estar sentindo você em meus braços e não apenas na minha barriga. E, pela primeira vez em todo esse tempo, pensar na sua chegada me fez sorrir. Não tive taquicardia, não fiquei apavorada. Fiquei feliz e abracei a barriga, agradecida por esse tempo juntinhos. Percebi que são meus últimos momentos de barrigão. E me peguei me despedindo dele.

Não quero apressar você, filho. Você ainda tem alguns dias para ficar aí dentro se quiser ou precisar. E confesso que adorei esses dias extras em que até os itens da lista de vontades puderam ser riscados. Tive tempo para escrever várias cartas que estavam apenas na minha cabeça, consegui descansar mais, deixar seu blog mais bonito e até rever amigos! O que eu quero com essa carta é apenas agradecer por ter me dado todo o tempo que eu precisava. Por ter me permitido acabar com pendências de cinco anos!! E só quero deixar registrado também o quanto estou feliz por ter conseguido arrumar tudo para receber você física e, principalmente, emocionalmente. Pela primeira vez em 9 meses, posso afirmar: estou pronta! Não pronta no sentido “sei tudo para ser uma ótima mãe”, mas pronta no sentido “pode vir que estou mentalmente e emocionalmente disponível para nossa aventura juntos”. Pronta para explorar esse universo novo e desconhecido que é a maternidade. Com mais vontade do que medo de ter você nos meus braços. Sei que não vai ser uma jornada fácil, filho. Mas estou aqui. Pronta para começar assim que você quiser. PODE VIR!


Vitória, 22 de maio de 2015 – 39 semanas e 5 dias

domingo, 2 de agosto de 2015

Pequenas grandes vitórias na vida de uma grávida

Postado por Mãe do André às 07:15 0 comentários
Ah, Filho! A gravidez é um período engraçado. Sou daquelas que defende que não é doença, mas, às vezes, é quase! Isso porque o funcionamento do seu corpo não é “normal”, quero dizer, algumas coisas que você sente e que passa a conseguir ou não conseguir fazer poderiam ser sintomas muito preocupantes do ponto de vista médico se eu não soubesse que você está aqui!


domingo, 26 de julho de 2015

O mundo que vai receber você (e a minha alienação)

Postado por Mãe do André às 08:00 2 comentários
Filho, não sei se você sabe qual é a profissão da mamãe. Sou jornalista. Por isso, estar informada e acompanhar as notícias do Brasil e do mundo é praticamente uma obrigação para mim. Mas, mais do que isso, sempre foi um prazer. Para mim, não existia coisa melhor do que tomar um café da manhã com calma, lendo o jornal – no papel mesmo, sujando as mãos. Também adorava olhar sites de notícias e assistir aos telejornais - podia passar horas pulando de um para outro. Perceba, filho, que as frases estão no passado. Pois é! A gravidez deixou alguma coisa “fora da ordem”.

domingo, 19 de julho de 2015

A acupuntura e a reta final

Postado por Mãe do André às 10:45 0 comentários
Ei, filho. Olha a gente de novo acordado de madrugada. São 5 horas da manhã e, apesar do sono, não consigo dormir. As contrações de treinamento ficaram mais intensas e frequentes nos últimos dois dias e hoje me acordaram tantas vezes que ficou impossível continuar na cama. Ontem também não dormi tão bem. Fico imaginando se a acupuntura tem algo a ver com isso...

domingo, 12 de julho de 2015

A manobra e o luto

Postado por Mãe do André às 08:00 0 comentários
Tivemos uma semana difícil, né, filho? Eu e você! Foram tantos sentimentos confusos em tão pouco tempo e com tanta intensidade que há 10 dias não consigo escrever para você nem atualizar seu blog. E não foi por falta de tempo. Foi por falta de palavras mesmo, filho. Você não virou. E depois de tentar várias alternativas, a cesária é hoje praticamente uma certeza. Uma realidade mais amarga do que deveria ser.

domingo, 5 de julho de 2015

O ultrassom

Postado por Mãe do André às 08:00 3 comentários
Bom dia, meu filho. Ontem, você viu, não foi fácil para a mamãe. E eu passei boa parte do dia me perguntando o porquê. Por que seu ultrassom mexeu tanto comigo?

domingo, 28 de junho de 2015

Eu e minha barriga

Postado por Mãe do André às 17:14 0 comentários
Eu ia começar esse texto, filho, dizendo que eu e minha barriga sempre tivemos uma relação de amor e ódio. Mas, como prometi ser sempre sincera nessas cartas, preciso reconhecer que amor mesmo quase não existiu nessa relação. Pelo menos não até você chegar.

domingo, 21 de junho de 2015

Que semaninha!

Postado por Mãe do André às 14:10 0 comentários
Ei, filho! Acho que preciso pedir desculpas, né? Que semaninha nós tivemos, não? Acho que se eu acreditasse nessas coisas diria que passamos por uma fase de inferno astral, rs. Deixa eu explicar porque você sofreu tanto aí dentro.

domingo, 14 de junho de 2015

Você virou blog – e eu estou aprendendo a abandonar os 100%

Postado por Mãe do André às 16:16 2 comentários
Bom dia, meu filho. Hoje vim contar para você que há cerca de 10 dias nossas conversas se tornaram públicas. Depois de meses de dúvidas, vontades e medos, finalmente coloquei nosso blog no ar e até criei uma página na rede social para divulgá-lo. Esse blog foi uma vitória para a sua mãe, mas também um motivo de muitas reflexões. Era um desejo antigo, mas recheado de “poréns”. Eu explico.

domingo, 7 de junho de 2015

Uma carta ditada - e as mudanças que você provoca

Postado por Mãe do André às 16:15 2 comentários
Hoje é dia 7 de abril de 2015 e eu acabei de sair do consultório do obstetra. Estou presa no trânsito, parada. Então resolvi resolvi ligar o gravador de voz do celular para, pela primeira vez, em vez de escrever, falar um carta para você, meu filho, enquanto você se mexe freneticamente aqui na minha barriga.

domingo, 31 de maio de 2015

Sinais de gravidez

Postado por Mãe do André às 15:46 0 comentários
Olá, meu filho. São 3h30 da madrugada de um sábado para domingo e eu, apesar de grogue de sono, não consigo dormir. É a segunda vez essa semana. E o pior é que amanhã (ou hoje) não será nem de longe um domingo preguiçoso. Eu preciso estar de pé antes das 7 horas, para um compromisso que durará até a hora do almoço. Depois, eu e seu pai vamos correr para um churrasco e, de lá, ainda encaro um chá de panelas. Isso porque tive que recusar outros convites e cancelar o almoço com sua avó. Ao que tudo indica, não estou tendo de crise de insônia por ansiedade ou por outros gatilhos emocionais que tradicionalmente provocam o problema. Parece que, chegamos àquele ponto da gravidez em que você começa a ficar apertado e eu sem muita posição para dormir.


Tudo começa com um calor inexplicável. Hoje, por exemplo, acordei molhada de suor mesmo dormindo debaixo do ar condicionado. Uma gota chegou a escorrer pelas costas, meus cabelos grudavam na minha nuca molhada e o lençol e o travesseiro estavam úmidos, como se alguém tivesse sentado sobre eles de biquíni molhado. Uma sede!!! O copão de água que sempre fica na cabeceira da cama parecia uma gota no deserto e fui obrigada a ir à cozinha beber mais água e encher novamente o copo (não sem antes dar aquele pulinho básico ao banheiro para fazer xixi, rs). Quando isso acontece, volto para a cama grogue, com os olhos ardendo de tanto sono, mas vejo os minutos passarem sem conseguir pegar no sono novamente. Em qualquer posição, parece que minha barriga me empurra para baixo. Hoje, resolvi não lutar contra isso e aproveitar o tempo desperta para escrever. Há dois dias, a exaustão por causa da semana puxada não permitiu que ficasse muito tempo fora da cama. Depois de 2 horas como zumbi, passei outras 2 horas dando cochilos de 10 ou 15 minutos e precisei cancelar todos os compromissos da manhã para tentar me recuperar um pouco. Hoje eu apenas não consigo dormir, não me sinto mal. Na quinta, eu me sentia meio tonta, meio enjoada, parecia que não conseguia respirar!

Sabe, filho, estou muito feliz com essa gravidez e acho que esses aspectos mais incômodos e desagradáveis são apenas um detalhe, um pequeno preço a ser pago por sua vinda. Tudo bem, faz parte. E é temporário. Não quero ficar me lamentando por eles. Mas eu acho que não seria justo ou honesto com você (e com outras pessoas que podem ler esses relatos) contar apenas os aspectos bacanas de uma gestação. Daí o texto de hoje (o que me lembra que eu preciso registrar o primeiro trimestre).

Os últimos 10 dias foram estranhos, filho. Muita coisa mudou. E, para ser bem honesta, não sei dizer até que ponto foi uma mudança natural da gestação ou um impacto do estresse no trabalho + três semanas sem atividade física (fiquei sem a hidroginástica por causa de um problema na piscina). O fato é que algo “desandou”, rs. Passei a me sentir mais cansada, o fôlego às vezes simplesmente desaparece e eu me pego bufando como uma maratonista que acabou de cruzar a linha de chegada após atividades simples como guardar uma compra de supermercado ou apenas calçar um tênis!! É tão ridículo que chega a ser engraçado.

O famoso inchaço da gravidez também deu suas caras. Ainda não é nada demais, mas tive que tirar a aliança do dedo tamanho foi o desconforto. Um dia desses, senti dificuldade de segurar uma caneta, pois os dedos doíam quando eram dobrados! Também percebi uma certa papada embaixo do queixo, como se eu tivesse engordado muito em pouco tempo, mas a balança jura que não. É só o meu rosto ficando mais redondo, com mais cara de mãe. E os pés... Filho, é a coisa mais engraçada! Já venho sentindo sinais de retenção de líquido há algum tempo, com dores nas pernas no fim do dia e sapatos mais apertados à noite, principalmente quando preciso ficar muito tempo em pé. E nem a drenagem linfática tem conseguido evitar esse “fenômeno”, apesar do alívio que proporciona. Mas ontem, filho, eles estavam enormes! Como sempre tive pés e tornozelos muito finos (rosto idem), quem olha de fora dificilmente perceberá todas essas mudanças, mas para mim, elas são gritantes. Hoje não conseguia parar de olhar para os meus pés. Era tão estranho ver os dedos gordinhos, o peito do pé proeminente e os ossinhos acima do calcanhar, sempre tão pontudos e destacados, desaparecerem em um tornozelo gigante. Eu, que sempre reclamei desses tornozelos tão finos, tão desproporcionais às coxas grossas, achei muito estranho vê-los como sempre desejei na adolescência.

Sabe, filho, eu sabia que essa parte estava vindo, é normal. Mas eu confesso que, como não engordei quase nada, achei que ainda teria mais uma ou duas semanas antes de ver tudo isso acontecer. Ouvi dizer que piora mesmo a partir da 34ª ou 35ª semana e achei que seria assim (torcia para que só acontecesse depois do seu chá de fraldas ou das fotos que quero fazer da barriga). Mesmo assim, pega de surpresa, minha reação é muito mais um “olha que engraçado” do que um “que horror!”. Bonito e agradável não é, mas passa, não é mesmo? Talvez isso não tenha ficado muito claro para o seu pai, que hoje me disse que só faria massagem em mim se eu parasse de “ficar obcecada com o próprio pé”.

Outra mudança recente foi a azia que se tornou constante. Eu tive que parar de comer seguindo a minha fome e voltar a olhar no relógio para comer a cada 2 horas. E passei a ter que comer menos do que eu gostaria nas grandes refeições sob o risco de ficar muito mal. Pior: os enjoos do primeiro trimestre voltaram!! Eu cheguei a passar mal 1 ou 2 dias. Por sorte, eu já sabia mais ou menos o que fazer e, por enquanto, dá para contornar o problema com um pouco mais de disciplina (que é chato e difícil para mim, mas possível).

Outra coisa chata dos últimos dias é que algumas estrias estão começando a aparecer. Ainda não é nada alarmante demais e estão em locais ótimos para serem futuramente disfarçadas, mas são suficientes para me deixarem preocupada e pensativa. Sabe, filho, eu já disse e repito: essa gravidez foi muito desejada e sempre estive consciente de que isso poderia acontecer. E tudo bem! Mas isso não significa que eu não tenha um lado vaidoso que voltou a se perguntar como ficará meu corpo após a gravidez. Todo mundo diz que ele muda, mesmo quando não há marcas explícitas, e eu me peguei imaginando que tipos de mudança o meu terá. Volto a dizer, não me importo que ele mude. Afinal, o envelhecimento vai mudá-lo de qualquer forma, com ou sem bebê, não é mesmo? 

Mas preciso ser honesta e dizer que dá um pouco de medo imaginar que mudanças serão essas. Será que vou lidar bem com essas novas marcas? Será que, entre mortos e feridos, meu corpo ficará melhor ou pior após a gravidez? Sim, porque sou otimista o suficiente para achar quer ele pode ficar melhor. Ou, pelo menos, que minha relação com ele fique melhor. Filho, vou te contar um segredo: sua mãe sempre se mostrou muito confiante e sempre levantou a bandeira “contra a ditadura da beleza” e “contra a pressão da vaidade”, mas a verdade é que ela nunca gostou muito da imagem que via no espelho. Até agora! Sua vinda me ajudou um pouco a gostar mais do meu próprio corpo e agradecer a ele por se capaz de passar por todas essas experiências. Mais do que isso, é a primeira vez que quero me esforçar (não exageradamente, mas um pouco mais) para me sentir bonita na frente do espelho, a me cuidar. É a primeira vez que me sinto bem nesse corpo. Eu até emagreci! Quer dizer, na balança meu peso aumentou, claro, afinal, isso é essencial para você vir saudável!! Mas vi meu rosto, braços e pernas mais finos do que antes da gestação. Minha relação com a comida mudou e sinto que finalmente estou colhendo os frutos do trabalho de reeducação alimentar e emocional dos últimos dois anos. Ou seja, diante dessa perspectiva, tinha (ou tenho?) esperanças, sim, de que meu corpo me fosse mais agradável mesmo após a gravidez – e, nesse sentido, que ficasse melhor. Confesso que essa confiança ficou um pouco abalada diante das mudanças dos últimos dias. Mas, fazer o que? Faz parte! É sinal de que você está chegando.

A gravidez não é só alegrias, mas ainda é uma experiência fantástica, que vale a pena. Quanto ao meu corpo... Bem, depois que você nascer a gente vê como fica e o que pode ser feito. O importante vai ser ter você comigo!



Vitória, 29 de março de 2015 – 32 semanas

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sobre o dia a dia

Postado por Mãe do André às 15:53 0 comentários
Filho, chegamos oficialmente à reta final desta gestação. Dizem que é a mais longa, por causa da ansiedade e do desconforto, mas eu estou duvidando um pouco disso porque as próximas semanas serão tão atarefadas e tumultuadas... Feriados, trabalho, seu chá de fraldas, nosso curso de gestante, lavar suas roupas, terminar de comprar suas coisas, arrumar seu quarto, o restante da casa... Ufa! Algo que me diz que não haverá abril suficiente. E maio... Bem, maio é o seu mês! Em maio você já estará aqui!!

Pensamentos de grávida

Postado por Mãe do André às 15:38 0 comentários
No meio da arrumação do escritório, encontrei uma folha de papel com alguns pensamentos. Não sei com quantas semanas estava e nem me lembrava mais que tinha escrito aquelas frases, mas me diverti com elas. Então, achei que valia a pena registrá-las.


"Estar grávida é: não sentir vontade de fazer xixi, mas sim dor na bexiga"

"É complicado não comer por dois quando se tem fome por cinco!"

"Querido filho, hoje vi meninas cantando enlouquecidas as músicas do Frozen na mesa de um restaurante. Era muito fofo, mas confesso que fiquei feliz em pensar que, pelo menos em princípio, não vou precisar lidar com as princesas Disney (apesar de gostar de muitas delas). Fiquei pensando em todo o universo desconhecido que vou desbravar com você: carros, super-heróis, dinossauros, etc. E, sozinha, não pude conter um sorriso enquanto alisava a barriga. PS: Se você for do tipo que prefere as princesas, não se preocupe, isso também pode ser divertido! :)"

terça-feira, 26 de maio de 2015

Por que eu espero que você me odeie

Postado por Mãe do André às 10:11 2 comentários

Bom dia, meu filho. Há tanto tempo que eu não escrevo, né? E há muito tempo que queria falar com você sobre esse assunto. Sim, eu espero que um dia você me odeie. Mas antes de explicar esse título aparentemente absurdo, é preciso deixar duas coisas bem claras.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sobre saúde e estética - parte II

Postado por Mãe do André às 08:09 0 comentários
(Antes de ler este post, não deixe de conferir a primeira parte da carta)

Pronto! Tinha minha carta de alforria. E você apareceu rapidinho! Que alegria! Sabe, filho, eu odiei esperar esse tempo todo. Mas Deus sabe mesmo o que faz. Foram dois anos muito intensos, de muitas transformações. Eu e seu pai não somos mais os mesmos como casal. Eu não sou a mais a mesma como pessoa. Acho que estamos mais preparados para receber você agora. Mesmo assim, eu preciso confessar uma coisa meio feia. Quando me vi, finalmente, grávida, a alegria e o alívio foram rapidamente substituídos por um certo pânico. Pior: um pânico estético!!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Sobre saúde e estética - parte I

Postado por Mãe do André às 18:08 0 comentários

Todo mundo sabe que, na gravidez, a principal preocupação deve ser a saúde da mãe e do bebê. É um dos poucos períodos da vida da mulher em que a pressão pelos padrões estéticos diminui um pouco (sim, só um pouco!). É quando ganhar peso é um dever, evitar produtos light/diet uma obrigação e quando trocar a malhação por mais horas de sono vira uma decisão não só aceitável como, muitas vezes, prudente. Seria um momento em que a pressão pelo corpo perfeito iria embora, em que a estética poderia ser deixada de lado como meta principal. Deveria, filho, mas não é bem assim. Até mesmo eu, que luto conscientemente contra essa pressão social, me vi quase surtando de preocupação com o espelho. 

terça-feira, 19 de maio de 2015

Sua prima

Postado por Mãe do André às 17:38 0 comentários
Fevereiro de 2015

Chego no quarto e encontro minha sobrinha de 5 anos pelada, se enxugando após ter acabado de sair do banho. No momento em que ela me vê, tenta cobrir o peito e as partes íntimas com as mãozinhas.

- Que isso, Alice? Ficou doida? Sou sua tia, posso te ver pelada!

- Mas o meu primo é menino! Tampa aqui para ele não me ver – diz, colocando minhas mãos sobre o meu umbigo.

Eu ri, mas tive que ficar com a mão no umbigo até ela terminar de mudar de roupa!




Março de 2015 

Minha sobrinha de 6 anos pede para tomar banho comigo porque ela quer “dar banho no André”. Concordo. No momento em que eu tiro a minha roupa, ela olha para mim espantada e fala:

- Nossa!!!! O seu peito está muito muuuuito grande!

- É, eu sei. É assim mesmo. É para fazer o leite do seu primo. Eles precisam crescer.

- É, mas eles estão caindo!! Olha, estão olhando para baixo!!!!!

Ah, a incrível capacidade infantil de alimentar sua autoestima... #sqn :)

É sério, Deus?

Postado por Mãe do André às 17:34 2 comentários
Às vezes, durante a gravidez, eu me pego questionando Deus. O Senhor vai mesmo me dar a responsabilidade de criar um ser humano? É sério isso? Mesmo? Tem certeza? Você deve estar sendo irônico. Ou então é pegadinha! Ou será que cochilou em serviço?

Definitivamente, você está sabendo de alguma coisa que eu não sei...


Vitória, 24 de fevereiro de 2005 - 27 semanas

terça-feira, 12 de maio de 2015

Você é uma ótima desculpa para eu me reinventar

Postado por Mãe do André às 16:48 0 comentários
Ei filho! Sei que estou fazendo arte e que já deveria estar dormindo há muito tempo. Estar acordada de madrugada escrevendo não é exatamente cumprir o nosso acordo de descansar mais esta semana, ainda mais tendo que acordar tão cedo amanhã, não é mesmo? Mas minha mente não desliga, filho, e o papel sempre foi o melhor remédio da mamãe. Sabe o que é, André? Eu estava aqui pensando no quanto sou grata a você por estar aqui sendo a desculpa perfeita para a minha reinvenção.

domingo, 3 de maio de 2015

O dia em que seu pai sentiu você pela primeira vez

Postado por Mãe do André às 11:34 0 comentários
Bom dia, meu filho, tudo bem?

Essa semana foi bem agitada e, às vezes, imagino se você se pergunta aí dentro o que está acontecendo. Tanta correria, tanta ansiedade, tanto estresse, tantos compromissos e tão pouco sono, não é mesmo? As semanas que antecedem o carnaval são sempre assim para a mamãe, filho. Mas não é porque eu curto a folia.

Como não levar a vida

Postado por Mãe do André às 11:16 0 comentários
É, filho. Era para ser uma semana de conquistas, de alegrias. Afinal, era a nossa última semana de férias – minhas últimas férias sem você comigo. Mas abusei, né? Foram tantas preocupações, tanto nervosismo. E para nada! Estraguei quase tudo!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Eu estou grávida!!!

Postado por Mãe do André às 08:48 2 comentários
Hoje completamos 23 semanas juntos, filho. E, por mais incrível que pareça, mais de 20 semanas desde os primeiros indícios da sua chegada. E, ainda hoje, eu me assusto, admirada, com as mudanças do meu corpo. Não é raro eu me olhar no espelho e – ainda! - me assustar por um milésimo de segundo com a minha barriga. Meu Deus! Eu estou mesmo grávida! Não é que eu duvide ou me esqueça da sua presença. É algo muito maior do que isso.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Sobre questões práticas

Postado por Mãe do André às 01:13 0 comentários
Ei, meu filho, tudo bem? Como você está se sentindo aí dentro hoje? 

Tenho me perguntado o quanto você sentiu, nesta semana, do amor que sua família já tem por você. Foram tantos os gestos de carinho... Nossa viagem de férias terminou e, além das roupas sujas e de ótimas lembranças, as malas voltaram recheadas de mimos para você. O carro ficou abarrotado, parecia não caber mais uma formiga: porta-malas, bancos e pisos vieram entulhados de coisas para você. Carinho de suas primas que não queriam, simplesmente, se livrar do que elas não usam mais, mas sim dar a você o que elas tinham de melhor e o que foi realmente útil, importante e agradável para seus priminhos mais velhos.

Relembrando o primeiro trimestre

Postado por Mãe do André às 01:04 0 comentários
Olho profundamente para meus próprios olhos inseguros no espelho e me ordeno com convicção:

- Vamos lá, Renata, repita comigo!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Prós e contras

Postado por Mãe do André às 18:30 0 comentários
Gravidez é algo lindo. Mas também é chato. Bem chato! Só para implicar com seu pai, fiz uma lista de todas as chatices que um grávida precisa tolerar. Fui assim, nomeando em voz alta, todas desvantagens da gravidez. Ao homem cabe apenas uma: ser obrigado a ter mais paciência com a mulher sob o risco de ser assassinado em um momento de fúria. 

O seu pai

Postado por Mãe do André às 10:48 0 comentários


Meu filho, preciso registrar como já é lindo e enorme o amor do seu pai por você. Eu sei que você já sente isso de alguma forma, mas seu pai não é tão bom com palavras e acho que ele merece esse reconhecimento.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Sobre o seu nome

Postado por Mãe do André às 22:01 4 comentários
Meu filho,

Acho que hoje, finalmente, eu e seu pai decidimos o seu nome. Nossa, não foi fácil. Se você fosse uma menina, talvez tivesse ficado sem nome por menos tempo. Talvez. Para meninas, tínhamos ao menos uma pequena lista de possibilidades. Mas para meninos, o desafio pareceu ser maior. Não pense, com isso, que preferíamos que você não fosse um meninão. A questão nem de longe foi essa! Mas foi uma tarefa tão difícil que eu resolvi registrar nossa pequena odisseia.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

A “magia” da gravidez

Postado por Mãe do André às 09:28 3 comentários
Minha barriga aos 4-5 meses
e às véspera de você nascer
 A gravidez é um período estranho. Não me leve a mal, filho, é também um período mágico, como se diz por aí. Mas não é a magia de tirar um coelho da cartola: fofa e simples. É mais como aqueles números em que o mágico é amarrado com correntes, colocado em um saco e jogado em um tanque cheio de água. Você fica acompanhando ele se debater, tentando se soltar antes de se afogar, num misto de admiração e pânico, prendendo a respiração junto com ele. E termina o número aliviado e impressionado de que tudo tenha dado certo. Gravidez é tipo isso.

"Eu tenho tanto pra te falar..."

Postado por Mãe do André às 01:38 0 comentários
Sabe, filho, você ainda nem nasceu e eu já tenho tanto o que dizer... Tanto que tenho medo de não dizer nada. Sabe, eu tenho muitas coisas não ditas na minha cabeça: cartas e mensagens que eu ia enviar; livros, contos e poemas para escrever; experiências para registrar. E que não enviei, nem escrevi, nem registrei. Como sua gravidez.

 

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